ESTUDOS DA DOUTRINA ESPÍRITA

Neste espaço você encontrará textos e estudos sobre a doutrina espírita.

Postaremos quinzenalmente novos textos recomendações de obras.

OBRAS RECOMENDADAS

  • Nosso Lar, Chico Xavier (Psicografia de André Luiz)
  • Os Mensageiros, Chico Xavier (Psicografia de André Luiz)
  • O Livro dos Espíritos, Allan Kardec
  • Fisiologia da Alma, Ramatis
  • Momento de Reflexão - Vol. I, Ramatis.


Precauções. Egoísmo: o câncer moral que adoece a humanidade

Todos que têm consciência da sua realidade espiritual devem assumir o compromisso de viver a sua existência pautada pela busca do bem e do amor ao próximo, conforme as expectativas do futuro que as aguardam.

Sabendo que todos os atos produzem efeitos na mesma medida, surge a responsabilidade moral pelas condutas praticadas na nossa vida terrestre, e por isso, importante a preocupação com as conseqüências de tudo o que fazemos e também com a melhora progressiva de nossas imperfeições.

Entre os inimigos mais perigosos e insinuantes que se instalaram no mundo, tem destaque o egoísmo, destruidor dos ideais de aprimoramento espiritual, que comanda e manipula a pessoa, que passa a atender às suas ordens sutis ou vigorosas, entorpecendo e sufocando os melhores sentimentos que até então existiam em seu coração.

O egoísmo é considerado o câncer moral que se transforma no organismo social, devorando as mais belas expressões da vida de todos quantos o abrigam e o desenvolvem. Ainda, o egoísmo faz o homem ficar insensível à vida superior, à capacidade de amar e de ajudar o próximo.

O antídoto para esse mal é a generosidade, que envolve a cooperação com as demais pessoas, viver de acordo com os padrões da Justiça, da igualdade, do bem. É preciso se libertar das algemas do egoísmo, que aprisiona o homem e o impede de identificar suas falhas e caminhar para o progresso moral.

Assim, liberto do egoísmo, o homem passa a perceber e se precaver diante das sutilezas dos vícios sociais e mentais, das intrigas e da maledicência, da agressividade e da violência que antes faziam parte de sua vida e o impediam de evoluir espiritualmente.

Ainda, é preciso coibir qualquer sentimento de inveja, e não ambicionar o que ainda não tenha alcançado, não vibrar negativamente contra aqueles que já o conseguiram.

É preciso erradicar a maledicência, e substituí-la por comentários edificantes, que possam ajudar até mesmo aqueles que tombaram em erros graves. É preciso proteger-se da influência dos espíritos ociosos, infelizes e perversos, cultivando pensamentos de amor e de compaixão em favor do próximo.

E saber que todos os seres humanos são suscetíveis ao erro, mas que devem ter, porém, o dever de se corrigir, de evitar a repetição e de avançar com dignidade pelo novo rumo escolhido como o roteiro de iluminação e de sabedoria.

Devemos agradecer a Deus a oportunidade de estarmos na Terra, nesse mundo de provas e expiações, e cumprir com nossa missão com resignação, fazendo sempre o melhor que estiver ao nosso alcance.

Jesus demonstrou que são os doentes que necessitam de médicos, e que as doenças morais e espirituais são muito mais graves do que aquelas que se instalam no organismo humano. Dessa forma, é importante fazer uma auto-análise, dignificar-se o quanto possível em vistas ao crescimento moral.

O Espiritismo comprova que a reencarnação é a oportunidade de refazer as experiências mal sucedidas, obter novos conhecimentos, desenvolver as aptidões adormecidas, limar as imperfeições morais, adquirindo a plenitude e a harmonia interior, que estimula o crescimento relação aos valores eternos.

(Texto baseado na obra: “Liberta-te do Mal”, de Divaldo Franco, pelo espírito de Joanna de Ângelis).

Fatalidade e Livre-Arbítrio

Antes do regresso à experiência no Plano Físico, nossa alma em prece roga ao Senhor a concessão da luta para o trabalho de nosso próprio reajustamento.
Solicitamos a reaproximação de antigos desafetos.

Imploramos o retorno ao círculo de obstáculos que nos presenciou a derrota em romagens mal vividas…

Suplicamos a presença de verdugos com quem cultiváramos o ódio, para tentar a cultura santificante do amor…

Pedimos seja levado de novo aos nossos lábios o cálice das provas em que fracassamos, esperando exercitar a fé e a resignação, a paciência e o valor…

E com a intercessão de variados amigos que se transformam em confiantes avalistas de nossas promessas, obtemos a bênção da volta.

Efetivamente em tais circunstâncias, o esquema de ação surge traçado.

Somos herdeiros do nosso pretérito e, nessa condição, arquitetamos nossos próprios destinos.

Entretanto, imanizados temporariamente ao veículo terrestre, acariciamos nossas antigas tendências de fuga ao dever nobilitante.
Instintivamente, tornamos, despreocupados, à caça de vantagens físicas, de caprichos perniciosos, de mentiroso domínio e de nefasto prazer.

O egoísmo e a vaidade costumam retomar o leme de nosso destino e abominamos o sofrimento e o trabalho, quais se nos fossem duros algozes, quando somente com o auxílio deles conseguimos soerguer o coração para a vitória espiritual a que somos endereçados.
É, por isso, que fatalidade e livre-arbítrio coexistem nos mínimos ângulos de nossa jornada planetária.

Geramos causas de dor ou alegria, de saúde ou enfermidade em variados momentos de nossa vida.

O mapa de regeneração volta conosco ao mundo, consoante as responsabilidades por nós mesmos assumidas no pretérito remoto e próximo; contudo, o modo pelo qual nos desvencilhamos dos efeitos de nossas próprias obras facilita ou dificulta a nossa marcha redentora na estrada que o mundo nos oferece.

Aceitemos os problemas e as inquietações que a Terra nos impõe agora, atendendo aos nossos próprios desejos, na planificação que ontem organizamos, fora do corpo denso, e tenhamos cautela com o modo de nossa movimentação no campo das próprias tarefas, porque, conforme as nossas diretrizes de hoje, na preparação do futuro, a vida nos oferecerá amanhã paz ou luta, felicidade ou provação, luz ou treva, bem ou mal.

(Nascer e Renascer, Francisco Cândido Xavier)